segunda-feira, 20 de abril de 2009

Acordar no deserto




Primeiro são as cores que vêm com o nascer do Sol, o sabor do chá que percorre lentamente o seu caminho desde o bule até cair no copo espalhando aroma a ervas e açúcar, em seguida o silêncio interrompido pela banda sonora que surge através dos sons dos animais que acordam também, a brisa fresca que nos toca no rosto e sabe melhor porque é rara, sabemos que já não irá durar mais de meia hora. No fim, a sensação de espaço que nos inunda. Espaço sem tempo. Acordar no deserto são os cinco sentidos à solta num festival que é só deles. É acordar mais perto de nós próprios. É acordar com a consciência do nada e do tudo que somos. É acordar.

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