sexta-feira, 4 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

António Guterres visita campos de refugiados saharauis

O alto-comissário da ONU para os Refugiados António Guterres visita nos próximos dias 09 e 10 de Setembro os campos de refugiados saharauis na região de Tindouf, Argélia, indicou hoje a agência noticiosa argelina APS.

A visita vai permitir ao antigo primeiro-ministro português testemunhar no terreno a situação dos refugiados, que dependem totalmente da ajuda internacional, segundo a agência de notícias.
Mais de 165 mil saharauis vivem em campos de refugiados, segundo o movimento independentista Frente Polisário, que reclama, com o apoio da Argélia, a independência do Sahara Ocidental, uma antiga colónia espanhola que foi anexada pelo reino de Marrocos em 1975.

Em finais de Julho, as Nações Unidas desbloquearam cerca de um milhão de euros (1,5 milhões de dólares) do Fundo Central de Intervenção de Urgência para reforçar o programa de assistência humanitária aos refugiados saharauis.
O Alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR) lançou um pedido de 4,2 milhões de euros (cerca de 6,03 milhões de dólares) para ajudar os refugiados, mas só conseguiu angariar 44 por cento da verba até Julho, segundo uma fonte da organização internacional.
O estatuto final do Sahara Ocidental está por determinar desde o cessar-fogo de 1991, mediado pelas Nações Unidas, que não conseguiu organizar posteriormente um referendo para o efeito.

Marrocos recusou aplicar os acordos assinados em 1997, que previam a realização de um referendo sobre a autodeterminação.
Cerca de 80 por cento do território do Sahara Ocidental é controlado e administrado por Marrocos, enquanto a Frente Polisário controla 20 por cento.
A Frente Polisário proclamou em 1976 a República Árabe Saharaui Democrática, que reivindica a soberania sobre o Sahara Ocidental e foi reconhecida em 1982 pela União Africana (então Organização da Unidade Africana), o que levou Marrocos a abandonar a organização.
No início do conflito armado com Marrocos, vários milhares de saharuis abandonaram o território, na sua maioria mulheres e crianças.

Fonte: DN Online